sempre que teu priquito imagino
imagino-a inteira traduzida
na lasciva linguagem de gozo
que principia nas breves linhas
traçadas na lira de teus pêlos
que dedilho em súbito delírio
sempre que imagino teu priquito
sempre que teu priquito imagino
imagino-a inteira traduzida
na lasciva linguagem de gozo
que principia nas breves linhas
traçadas na lira de teus pêlos
que dedilho em súbito delírio
sempre que imagino teu priquito
o espaço que de fato ocupas
quando se põe de quatro
não se restringe ao âmago estreito
de teu priquito ou teu cuzinho
este lirismo em visão sublime
que se alastra em tato e paladar
na lascívia de te prenetrar
meu dedo meu pau minha língua
buscando tua essência em todo espaço
que ofertas ao se por de quatro
dou-te de bom grado
tudo que se esvai do meu caralho
é teu agora e sempre e todo
toda essência de meu esporro
ardendo no gozo da alma
teu corpo banhado em minha gala
é bela tua buceta, eu sei
revolvida na trama de teus lábios
em úmida linguagem que se abre
ante minha língua a preparar teu gozo
quando teu ser eu sorvo em meu corpo
preparo e te devolvo em esporro
a louvação de tua beleza
pois é bela tua buceta, eu sei
a sinfonia do gemido
ultrapassa a partitura da vagina
e goza a dureza desse ritmo
em sua irresoluta tensão
quando deslizo o arco do caralho
no úmido instrumento dos sentidos
como sátiros fornicando o cu de damas
na agonia do culto a baco
mergulho o caralho em teus lábios
quando dizes na linguagem de gemidos
que tempo nenhum existe
além da música transbordada
entre o cu e a vagina
ah teu rosto de esperma repleto
retrato que no olhar se guarda
a satisfação de me ver derramado
no gozo que escorre de tua boca
no sorriso que teu lábio desperta
tua vagina desliza em líquida graça
transbordada na língua de minha alma
enlaçando teu ser
teu gemido aninha o gozo em tua fala
quando todo teu corpo devora meu suor e gala
e a certeza de ser teu
meu gozo anseia a nudez de teu corpo
até mesmo antes de saber-te inteira
em cada gesto que antecede o olhar
e o contato sutil de teu perfume
inebriante memória do anseio
entre sussurro e desejo
imerso somente na ânsia do fôlego
em que meu corpo inexiste sem tocar o teu gozo
ah minha deusa ejaculada em orvalho
tantas vezes evocada em solitária punheta
abra teu corpo abra tua alma inteira
e abocanha a sede que inunda meu caralho
que meu pau deslize por todo teu corpo
em todo instante que estiver próxima o bastante
para tocar teu ser
e que meu pau toque a tua alma
a cada instante que te penetrar
que teu cuzinho viva intensamente a ânsia
de esperar meu carinho antes de adentrar-te
que a sede de tua saliva se misture
sempre ao meu esperma
e a cada dia renove tua face
com o banho de minha gala
que a palavra arreganhada se abra
em ti como consequência natural
de se postar à minha frente
e que meu pau adentre tua vagina
mais profundamente após minha língua
provar todo o sabor de tua buceta
que tua cara de gozo revele toda beleza de teu ser